dezembro 2nd, 2008

Consumo de grãos previne e trata o diabetes causado pela alimentação e obesidade

O consumo regular de grãos integrais reduz de 20% a 40% as chances de desenvolver o diabetes tipo 2, que tem causas relacionadas à má alimentação e à obesidade –e que, nos últimos anos, vem se tornando uma epidemia global. Os grãos contêm fibras e magnésio, e seu consumo ajuda a controlar a glicemia de diabéticos tipo 2, inclusive permitindo a redução da quantidade de medicamentos necessários ao tratamento.

As informações são do livro “A Dieta Milagrosa dos Grãos”, da Publifolha. O volume oferece um programa alimentar baseado em grãos integrais que ajuda a emagrecer e traz benefícios à saúde comprovados cientificamente como redução da pressão arterial, dos níveis de colesterol e do risco de doenças como o diabetes.

* Saiba mais: livro traz programa alimentar para perder peso e melhorar a saúde

Está comprovado, por exemplo, que as dietas ricas em trigo-sarraceno, milho e aveia colaboram para o controle do diabetes tipo 2. O pão feito das sementes de trigo sarraceno diminui o nível de glicose no sangue e melhora a produção de insulina pelo pâncreas após as refeições.

Leia abaixo trecho do livro sobre como o consumo de grãos integrais pode beneficiar na prevenção e controle do diabetes tipo 2.

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Diabetes Tipo 2

O diabetes é definido pelo aumento anormal do nível basal de açúcar ou glicose no sangue. Os tipos mais comuns de diabetes são o 1 e o 2. O tipo 1 se desenvolve subitamente devido a uma reação auto-imune. Os diabéticos do tipo 1 não conseguem produzir insulina. O tipo 2, influenciado pela alimentação e pela obesidade, se desenvolve ao longo do tempo. Infelizmente, ele vem se tornando uma epidemia global, mas o consumo regular de grãos integrais pode ajudar a preveni-lo.

Quem está em risco?
O diabetes tipo 1 geralmente surge na infância e por isso costumava ser chamado de diabetes juvenil. O tipo 2, por outro lado, está relacionado ao excesso de produção de insulina decorrente do pouco efeito da ação deste hormônio no organismo. Ele é muito mais comum em pessoas com sobrepeso ou obesas. Embora o tipo 2 já tenha sido chamado de diabetes adulto, hoje é diagnosticado até mesmo em crianças com menos de 10 anos.

Pré-condições para o diabetes tipo 2
O diabetes tipo 2 não surge da noite para o dia. Antes de aparecer a doença, quase sempre as pessoas desenvolvem o “pré-diabetes” ou “intolerância glicêmica” - quadro em que o corpo se torna pouco capaz de absorver os carboidratos ingeridos (especialmente os açúcares simples) e desenvolve resistência à insulina. Essas anormalidades acabam levando ao desenvolvimento do diabetes tipo 2. O consumo de grãos integrais pode interferir tanto na intolerância glicêmica quanto na resistência à insulina e desempenhar um papel importante no tratamento e na prevenção do diabetes.

A fibra e o controle das taxas de açúcar no sangue
A relação entre as fibras presentes nos grãos integrais e o controle da glicemia não é um conceito novo. Já em 1970, a “hipótese da fibra” de Denis Burkitt e Hugh Trowell apresentou o efeito benéfico do consumo de fibras na prevenção do diabetes tipo 2. Em um artigo datado de 1979, James Anderson (outro defensor dessa hipótese) descreveu a importância das fibras para o organismo. Desde então, centenas de pesquisas examinaram outras “hipóteses da fibra” e comprovaram diversos benefícios que antes eram apenas hipotéticos. O mecanismo exato de como essas fibras afetam o corpo ainda está em estudo, mas, em geral, as pesquisas mostram uma redução de 20% a 40% do risco de diabetes entre os indivíduos que consomem grãos integrais.

Outro estudo demonstrou que as pessoas que mais consomem grãos integrais são as que apresentam menor nível de insulina em circulação e maior sensibilidade à insulina. Algumas pesquisas mostram que quanto maior o tamanho do grão, maior o tempo de sua digestão e mais lento o aumento do nível de glicose no sangue. Isso faz que haja menos insulina em circulação e aumenta (ou ajuda a manter) a sensibilidade do organismo à insulina.

Os grãos ricos em fibras solúveis, como aveia, centeio e cevada, mostraram-se mais eficientes no aumento da sensibilidade à insulina do que aqueles ricos em fibras insolúveis, como trigo integral e trigo-sarraceno. Outros grãos, como milho e arroz branco, não exerceram impacto relevante na sensibilização à insulina. Isso levou alguns pesquisadores a comparar os efeitos de grãos diversos, com quantidades diferentes de fibra.

Substituir o consumo de fibras insolúveis por solúveis pode baixar significativamente os níveis de açúcar e de colesterol no sangue. Para analisar diferentes tipos de fibra, mudou-se a dieta matinal de um grupo de diabéticos tipo 2: os cereais à base de arroz e milho foram trocados por cereais à base de trigo e aveia e um pouco de tanchagem (para aumentar ainda mais a quantidade de fibras insolúveis). Em três meses, os participantes apresentaram redução de triglicérides no sangue (tipo de gordura que aumenta na circulação quando comemos algo) e uma melhora nos níveis de HDL (”colesterol bom”). A conclusão foi que, à medida que o organismo desses diabéticos se adaptava à maior ingestão de fibras, o risco de desenvolver doenças cardíacas diminuiu.

Um efeito combinado
Além de ricos em fibras, os grãos integrais são uma fonte excelente de magnésio. Acredita-se que esse mineral seja fundamental para a prevenção e o tratamento do diabetes tipo 2. Portanto, ainda não se sabe se é a fibra ou o magnésio o fator positivo contra a doença. O mais provável é que seja uma combinação de ambos. Entretanto, podemos simplesmente usufruir dos grãos integrais, cujos efeitos estão comprovados.

 

Segundo pesquisa, em doses recomendadas, consumo diário pode prevenir declínio de funções cerebrais

O cafezinho de cada dia pode favorecer a saúde mental no processo de envelhecimento. Essa é a conclusão da primeira fase da pesquisa “A cafeína como estratégia de prevenção do declínio cognitivo no envelhecimento e em modelo experimental da Doença de Alzheimer”, recém-publicada no Neurochemistry International pela pesquisadora Lisiane Porciúncula, neurocientista do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pela primeira vez, foram observados animais desde a idade adulta até o envelhecimento, notando-se, ao longo de 12 meses de ingestão diária de cafeína, que os animais idosos permaneceram com o mesmo desempenho em uma tarefa de aprendizado e memória que os animais adultos.

“Num país em desenvolvimento e com o sistema de saúde como o nosso, e considerando que a população brasileira está envelhecendo pelo aumento da expectativa de vida, essa pesquisa auxilia no conhecimento de como um componente usual da dieta, a cafeína, pode ser benéfico para a saúde mental. Independentemente da classe social, o café está sempre presente na dieta das pessoas, seja em maior ou menor quantidade”, declara a dra. Lisiane Porciúncula, lembrando que a cafeína também é usualmente consumida em chás, mate, chimarrão, chocolates e refrigerantes. A ingestão diária recomendada, considerando o consumo de café no Brasil, varia entre 150mg e 250mg, o que equivale a duas ou três xícaras de café normal.

Em relação à Doença de Alzheimer, degeneração cerebral caracterizada por perda de memória, demência e desorientação, foi observada que a cafeína previne a amnésia induzida pelo peptídeo (beta-amilóide) que se acumula ao redor dos neurônios na doença e também a perda de proteínas que fazem parte da sinapse induzida por esse peptídeo. “Estamos na reta final para publicarmos essa constatação ainda este ano”, conta a dra. Lisiane Porciúncula. “Temos outro artigo, já publicado em 2003, relatando que a cafeína previne a morte de neurônios isolados por esse peptídeo”, complementou.

O próximo passo é investigar alterações moleculares que possam justificar esse efeito da cafeína, estabelecendo a diferença de gêneros em humanos. Sabe-se que a substância atua mais efetivamente em mulheres do que em homens, e a dra. Lisiane Porciúncula deseja descobrir se a causa é hormonal. Além disso, a pesquisadora pretende estabelecer a dose recomendada de cafeína na dieta para gestantes, pois ainda existem médicos que desaconselham o consumo, principalmente nos três primeiros meses da gestação. O método, inédito, vai observar as funções do sistema nervoso central na formação do feto.

 

Considerado ainda mais poderoso do que o chá verde quando o assunto é emagrecer, o chá da folha de oliveira vem encantando os especialistas. Ele possui quase quatro vezes mais potássio, magnésio, manganês, fósforo, selênio, cobre e zinco do que o seu principal concorrente. Segundo pesquisas realizadas pela Universidade Metodista de Piracicaba, tais elementos garantem alto poder antioxidante e estimulam o metabolismo a eliminar gordura. Outro benefício do chá é que ele melhora o aspecto da pele e previne contra o envelhecimento.

Mais do que ajudar na eliminação dos quilos extras, o chá de oliveira age especialmente nas gorduras acumuladas na região abdominal. Assim, ao ingerir de três a quatro xícaras dele por dia, a pessoa consegue, em um prazo de dois a três meses, reduzir em até 10% sua circunferência abdominal e perder, em média, 6 kg. Desde que, claro, combinando a bebida com uma alimentação saudável.

Como preparar

Ferva um litro de água (não use alumínio). Ao levantar fervura, despeje um punhado (o tamanho da sua mão) de folhas secas de oliveira. Ferva mais um minuto, deixe esfriar e coe. Não use adoçante. Você pode também diversificar o sabor do seu chá adicionando algumas folhas de hortelã ou cascas de abacaxi. Isso não altera seus benefícios.

Onde achar

Você acha o chá em casas de produtos naturais ou grandes mercados. Custa cerca de R$ 2 a embalagem com 30 g (rende cerca de nove litros).

 

A grande novidade da dieta de South Beach Aditivada é que ela promete turbinar o metabolismo e o emagrecimento. Como? Combinando um cardápio magro com um poderoso plano de caminhada.

O programa proposto no livro pelo fisiologista Joseph Signorile, professor da Universidade de Miami, tem como base o treino intervalado – que alterna a intensidade da malhação.

“Esse tipo de treino é excelente, pois exige mais do organismo e do sistema metabólico. Logo, a queima de gordura é maior do que a que ocorre num esporte de intensidade única”, diz Wanderlei de Oliveira, diretor da Federação Paulista de Atletismo. E fazer qualquer atividade física, seja qual for a intensidade, é sempre bom e essencial para perder peso.

Cuidados necessários
Agora, um alerta: vá com calma no começo, uma vez que a primeira fase da dieta traz pouquíssimo carboidrato. “Você pode sentir fraqueza, tontura e desânimo. Além disso, corre o risco de perder massa magra pela ausência de carboidrato no organismo”, diz a nutricionista Tânia Rodrigues, diretora da RGNutri Consultoria Nutricional, em São Paulo. Logo, modere a malhação. Se sentir-se muito fraca, vá para a fase seguinte. “O segundo cardápio é mais apropriado para quem se exercita”, fala Fillipo Pedrinola, endocrinologista de São Paulo.

A nutricionista Vanderlí Marchiori vai além. “É preciso receber acompanhamento médico durante a atividade física, principalmente nas duas primeiras semanas, que restringem o consumo de carboidrato”, orienta. “Do contrário, o corpo passará a queimar massa muscular em vez de gordura, provocando desnutrição, flacidez a acelerando o envelhecimento”, declara.

Mais proteína
O programa alimentar mantém a fórmula original, mas traz uma lista maior de alimentos permitidos. Apesar da restrição de carboidratos nas duas primeiras semanas, fica liberado o consumo generoso de carnes magras de todos os tipos, ovo, salada, azeite e até de algumas nozes e amêndoas.

Fome, ninguém passa. Aliás, o cardápio poucas vezes limita as porções. Mesmo assim, permite um emagrecimento e tanto – cerca de 5 quilos em 14 dias. E consegue, de quebra, uma proeza: exterminar aquela vontade infernal de doce, pão, biscoito…

Bingo! Esse é o segredo da South Beach. O autor do livro, que também é cardiologista e professor na Miller School of Medicine da Universidade de Miami, garante que essas semanas iniciais dão uma domada na gula e um rumo ao emagrecimento por banir alimentos de alto índice glicêmico, que elevam a produção de insulina.

Fonte:http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/dieta-south-beach-ganha-nova-versao-turbinada-caminhada-404188.shtml

 

A maioria das pessoas pensa que seu maior erro alimentar é o consumo do pão. Associam a ele seu ganho de peso e sua dificuldade em emagrecer. Essa crença se originou na década de 70, com a mais famosa das dietas de moda, a Dieta do Dr Atkins.

De acordo com ela, os carboidratos são os principais responsáveis pelas cifras alarmantes de obesidade no mundo. “Atualmente, os carboidratos continuam sendo erroneamente classificados como os responsáveis pelo ganho de peso e substituídos por gorduras nos alimentos industrializados, contribuindo para que as dietas sejam ainda mais calóricas, mesmo sem a presença deles”, afirma a endocrinologist, em São Paulo. “Para aliviar a consciência dessas pessoas, é bom saber que os carboidratos, após numerosos estudos científicos, ainda são recomendados por todas as associações internacionais de Nutrição e Saúde, devendo compor em torno de 50% das calorias ingeridas diariamente em dietas balanceadas”, esclarece a médica.

São importantes fontes de energia, principalmente para o cérebro, e garantem que o corpo poupe suas preciosas proteínas musculares da queima metabólica. A indústria vem investindo no refino dos alimentos para melhorar o seu sabor e para ampliar sua utilização na fabricação de vários outros alimentos. “Assim, acontece com a farinha de trigo. Entretanto, esse processo de refinamento retira vitaminas, minerais e fibras, tornando os pães muito saborosos, mas também empobrecidos de micronutrientes”, explica a nutricionista do Citen, Amanda Epifânio. Na farinha refinada, os carboidratos são mais fáceis de serem digeridos e rapidamente absorvidos pelo organismo,  gerando maiores e mais rápidas elevações da glicose sangüínea após a refeição, o chamado “índice glicêmico dos alimentos”.

O pão francês foi considerado padrão, com índice glicêmico de 100%, e todos os outros alimentos tiveram seu índice glicêmico comparado ao dele. A preferência popular e o incremento na fabricação dos pães integrais atualmente vêm superlotando as prateleiras dos supermercados e isso tem a ver com as reiteradas recomendações do consumo de fibras, dando a elas o status de alimento funcional. “O consumo de fibras proporciona melhora no trânsito intestinal, diminuição do esvaziamento gástrico com prolongamento da saciedade; redução da absorção do colesterol e da glicose, com efeitos metabólicos claramente benéficos. Para isso, recomenda-se a ingestão de no mínimo 25 gramas de fibras diariamente”.

Ao analisarmos os pães integrais com maior teor de fibras comercialmente disponíveis (2,5g/fatia), seriam necessárias 12 fatias diárias para alcançarmos as recomendações ideais. “Por isso, a idéia é a de que nossa dieta precisa contar com uma grande variedade de alimentos também ricos em fibras, para que não se torne monótona e muito calórica”, diz a nutricionista. A tarefa de escolher nosso pão matinal não é fácil. Encontramos  mais de 130 tipos de pães nas gôndolas dos supermercados. Pão integral, 100% integral, sete grãos, nove grãos, doze grãos, light, diet, cenoura, quinua, iogurte, nozes, soja, sírio integral, francês integral e até italiano integral. São muitas as variações. Tantas opções causam mais confusão do que ajudam o consumidor.

“O jeito é ler os rótulos e se informar para não cair em algumas armadilhas. Por exemplo, o fato de ter vários grãos não significa que o pão apresente um número maior de fibras - o pão doze grãos e nove grãos têm menos fibras que o sete grãos. A inscrição de zero gordura trans também não deve ser levada ao pé da letra, pois obedecendo às normas da Anvisa, um alimento pode conter pequenas quantidades de gordura hidrogenada por unidade, sem a obrigatoriedade de informar no rótulo tal valor. Contudo, esse valor não declarado pode se tornar significativo, quando o consumo alcança maiores porções desse alimento”, alerta a nutricionista Amanda Epifânio. O avanço da engenharia dos alimentos tem permitido a fortificação dos pães com inúmeros nutrientes como vitaminas, ômega 3 e ômega 6, que, pelas pequenas quantidades, poucos benefícios trazem para a saúde, não justificando a opção por esses alimentos suplementados.

“As informações dos rótulos, muitas vezes, não apresentam significância real, constituindo-se apenas numa estratégia para atrair o consumidor e  buscar um diferencial num mercado tão competitivo”, observa a nutricionista.“Já o teor em sódio, em média 125mg por fatia de pão, causa preocupação, pois assim como a maioria dos alimentos industrializados, integrais ou não, o pão contém excesso de sódio, o que dificulta a adequação do consumo recomendado, sem ultrapassar a recomendação máxima de 12 gramas de sal/dia (5 gramas de sódio)”, observa a endocrinologista Ellen Simone Paiva. Os pães são fontes práticas, baratas e saudáveis de carboidratos para as nossas refeições, principalmente para o café da manhã. Como todo alimento, o pão pode se tornar deletério quando consumido de maneira abusiva, pois tem considerável valor calórico, seja ele integral ou de farinha branca.

“Se observarmos seu valor calórico, o pão francês (50g) com suas 150 calorias, não apresenta muita diferença em relação ao seu equivalente integral, com suas 140 calorias em duas fatias (50g). A vantagem entre os dois são a inclusão das fibras, favorecendo os pães integrais”, informa Amanda Epifânio. As versões lights dos pães integrais foram questionadas em pesquisa recente realizada pelo Imetro e veiculada pela mídia televisiva. “O órgão fiscalizador constatou que as versões lights possuem fatias menores e com menor teor de carboidrato, o que pode não garantir a saciedade conferida pelas versões integrais normais, favorecendo o consumo de porções maiores.

Assim, estes pães não cumprem sua função de alimento light, são mais caros e não apresentam vantagens em relação às versões integrais normais”, observa a nutricionista.“Diante das informações disponíveis, não há fundamento para abolir o consumo dos carboidratos e muito menos dos pães. Quando abolimos esse nutriente, seguimos uma dieta desequilibrada, pois abolindo os carboidratos, definitivamente excedemos  no consumo de gorduras e proteínas. Com isso, além de comprometer a normalidade do metabolismo do nosso organismo, não garantimos a perda de peso”, adverte a endocrinologista.

fonte: http://www.odebate.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10445&Itemid=44

 
 
dezembro 2nd, 2008

Um ovo por dia aumenta risco de diabetes, diz estudo

Pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Harvard.
Risco aumenta em 58% para os homens e 77% para as mulheres.

Quem come sete ou mais ovos por semana tem muito mais chances de apresentar diabetes. A conclusão veio da Universidade Harvard e está publicada na revista “Diabetes Care”.

O risco do diabetes aumenta progressivamente com o consumo de ovos por semana. O efeito é diferente entre homens e mulheres.

No grupo de maior consumo, com um ovo por dia em média, o risco aumenta em 58% para os homens e 77% para as mulheres.

Os ovos são a fonte mais importante de colesterol da dieta humana. Cada unidade contém cerca de 200 mg de colesterol, além de 1,5 g de gordura saturada. Apenas esses dois elementos já aumentam o risco de diabetes.

Esses dados vêm de dois estudos com um número expressivo de participantes. Foram analisados mais de 20 mil homens e 36 mil mulheres, todos profissionais de saúde, saudáveis no início da pesquisa e acompanhados por mais de 20 anos.

Nos dois grupos o número de casos de diabetes, durante o estudo, estava relacionado ao consumo de ovos e altos níveis de colesterol na dieta.

A relação entre os ovos e o diabetes se manteve, apesar dos outros fatores de risco habituais para a doença.

Uma dieta equilibrada está entre os hábitos saudáveis que podem prevenir o aparecimento de doenças crônicas.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL875449-5603,00-UM+OVO+POR+DIA+AUMENTA+RISCO+DE+DIABETES+DIZ+ESTUDO.html
 
 
dezembro 2nd, 2008

Câncer: exercícios e consumo de frutas e verduras aumentam tempo de vida de pacientes

Que a prática de exercícios físicos faz bem à saúde a maioria das pessoas já sabe. A novidade, entretanto, é a relação que esse hábito possui com o aumento da chance de sobrevivência de pacientes com câncer de mama ou de cólon. Um grupo de cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, reuniu cerca de mil mulheres portadoras da doença e constatou que os maiores índices de diminuição de risco de morte foram registrados em pacientes que praticavam exercícios físicos e seguiam uma dieta saudável.

O oncologista Wesley Vargas, do Núcleo Especializado em Oncologia (NEON), destaca que é necessário orientar as pacientes, para que elas saibam a importância da prática de atividades físicas para o processo de cura. “Muitas mulheres deixam de fazer exercícios por medo ou acomodação. Outras não fazem porque o médico proíbe. É claro que há casos em que deve haver certos cuidados, mas as atividades físicas são muito importantes”, afirma.

Nem todas as pacientes podem fazer qualquer tipo de exercício. Quem retirou gânglios da axila, por exemplo, como informa Wesley Vargas, tem que cuidar para não desenvolver elefantíase pelo esforço com o braço afetado, mas pode caminhar ou fazer step com o braço numa tipóia.

Estudo. No grupo analisado, as mulheres adeptas de atividades físicas moderadas ou intensas antes e depois do diagnóstico de câncer de mama reduziram o risco de morte em até 67%. As que passaram a praticar esse tipo de exercício após descobrirem a doença diminuíram em torno de 65% a possibilidade de morrer.

As pacientes que praticavam atividades físicas leves antes e depois do diagnóstico tiveram as chances de sobreviver aumentadas em 50%. Quem não era adepta aos exercícios físicos e passou a fazer atividades leves após a descoberta do nódulo também reduziu em 45% o risco de morte.

Em contrapartida, as pacientes que pararam de fazer exercícios após descobrirem a doença passaram a ter quatro vezes mais chances de morrer, se comparadas às mulheres que não praticavam atividades físicas.

Uma redução de risco semelhante foi registrada em pacientes com câncer de cólon (câncer no intestino grosso). O índice observado de diminuição da possibilidade de morte foi de 64%.

“Na pesquisa, as atividades foram divididas entre afazeres domésticos, ioga, prática regular de exercícios (academia) e outros. Quem praticava qualquer dessas atividades de 3 a 4 vezes por semana foram beneficiadas”, explica o oncologista Wesley Vargas, com base em artigo publicado no Journal of Clinical Oncology.

Dieta. O estudo também revela que pacientes que consumiam cinco porções diárias de frutas e verduras viviam mais que as que não incluíam esse costume na dieta. Além de diminuir o risco de morte em pacientes oncológicos, a prática de exercícios e a alimentação saudável são responsáveis pela diminuição dos riscos de infarto e de outras doenças relacionadas à obesidade.

 

O ganho de peso ocorre porque o “input” energético dos alimentos e bebidas ingeridos é maior do que o “output” energético resultante do efeito combinado do metabolismo basal e da actividade física. Esta diferença entre o “input” e o “output” energético pode ser influenciada por factores genéticos, hormonais e comportamentais. O facto essencial é que as pessoas que ganham peso o fazem porque estão a ingerir mais calorias do que pre

A pré-obesidade e a obesidade estão, assim, directamente relacionadas com um balanço energético positivo, resultante de excesso de ingestão em relação aos gastos.
Programa Nacional de combate à Obesidade

É falsa a ideia de que os refrigerantes são bombas calóricas. As bebidas refrigerantes não representam a ingestão de muitas calorias dentro do total de calorias diariamente ingeridas na dieta alimentar.

Um projecto de investigação realizado em Espanha (2004) pela Universidade Complutense (Departamento de Nutrição) mostra que a ingestão média diária de energia da população adulta daquele país é de 2134 Kcal e evidencia que a contribuição calórica dos refrigerantes para essa dieta é de 1,2%.

Em Portugal, estudos realizados, embora não representem uma amostra da totalidade da população, mostram idênticos resultados. O relatório sumário do estudo feito pela Faculdade de Medicina do Porto (2006), com o apoio da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica - ASAE, mostra que a ingestão calórica média da população abrangida é de 2190 Kcal (dia) , observando que a ingestão de refrigerantes, sumos de frutos e néctares é de cerca de 75 ml (média dia), o que representa um aporte calórico de 27 Kcal/dia, ou seja, 1,2% da dieta calórica da população adulta do Porto[1].

Na mesma linha, diferentes estudos têm mostrado não haver evidências científicas de que o consumo de refrigerantes (independentemente do respectivo teor calórico), associado a uma dieta equilibrada e estilos de vida activos, contribua para o aumento de peso.

A indústria de refrigerantes, graças à inovação e ao desenvolvimento de novos produtos oferece ao consumidor uma escolha alargada e variada de produtos, estando disponível no mercado uma enorme diversidade de produtos, designadamente, refrigerantes sem calorias ou com baixo teor calórico, o que poderá constituir uma opção para todos aqueles que pretendem reduzir o peso.

[1] A comparação entre Portugal e Espanha não é linear, devido ao facto do consumo português ter sido considerado de forma agregada para refrigerantes, sumos e Néctares. O consumo per capita de refrigerantes, sumos e néctares é consideravelmente superior em Espanha (Estatísticas Canadean).

Fonte:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2289/

 
 
dezembro 2nd, 2008

Dieta equilibrada ajuda evitar a infertilidade

Existem diversas causas para a infertilidade, até mesmo genéticas, mas a alimentação tem grande importância neste contexto
É cada vez maior o número de casais que recorre a tratamentos médicos para realizar o sonho de ter um filho. Porém, poucas pessoas sabem que certos alimentos ajudam a manter as células reprodutoras ativas por mais tempo, aumentando as chances de concepção.

Nós, médicos, podemos apontar diversas causas para a infertilidade, até mesmo genéticas, mas a alimentação também tem grande importância neste contexto. Estudos apontam que 15% dos homens e mulheres inférteis estão acima do peso, por isso é preciso ter mais atenção com aquilo que colocamos à mesa quando nos programamos para ter um filho.

A Sociedade de Medicina Reprodutiva Americana mostrou que 83% dos homens com infertilidade não consumiam frutas e verduras, algo em torno de menos de 5 porções por dia. Já entre os homens que comiam frutas e verduras, o número cai para 40% de inférteis. Por isso, especialistas não descartam a possibilidade do surgimento da infertilidade masculina ser causado por mudanças maléficas nos hábitos alimentares.

Na lista dos alimentos que devem ser cortados da dieta estão o álcool e o café, pois aumentam o nível do hormônio feminino prolactina, o que conseqüentemente reduz a fertilidade. O álcool, por si só, já é um grande inimigo da saúde e dificulta a fecundação por ser tóxico para os aparelhos reprodutores de ambos os sexos, além de desregular o ciclo menstrual. O café consumido em excesso (mais de uma xícara por dia) reduz pela metade a probabilidade de gravidez.

Entre as substâncias que devem ser introduzidas na alimentação estão: ácido fólico, encontrado em alimentos como espinafre e feijão; zinco, presente no germe de trigo e na carne vermelha; vitamina B6, da banana e do frango; vitamina B12, obtida na ingestão de fígado e atum enlatado; e a nossa conhecida vitamina C, encontrada na acerola e em frutas cítricas como laranja e abacaxi.

Seguindo estes pequenos passos podemos aumentar as chances de reprodução de maneira simples e natural, sem necessidade de tratamentos médicos. Além disso, é preciso pensar na saúde do bebê que chegará, por isso é fundamental as gestantes terem hábitos saudáveis, inclusive na alimentação.

fonte: http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-34-7-54-20081127
 
 
dezembro 2nd, 2008

Mesmo com dieta errada, crianças que praticam esportes fora da escola são menos obesas

A despeito de uma dieta incorreta do ponto de vista nutricional (com calorias de mais ou de menos), realizar atividades físicas fora do ambiente escolar pode prevenir o sobrepeso e o risco de a criança apresentar obesidade infantil e síndrome metabólica, concluiu estudo espanhol apresentado durante o 30º Congresso Mundial de Medicina do Esporte, realizado entre os dias 18 e 23 de novembro em Barcelona (Espanha).

De acordo com o pôster do estudo, nos últimos anos aumentou consideravelmente o número de crianças com determinadas doenças metabólicas. “De acordo com dados do ministério da saúde espanhol, de 14% a 16% das crianças e jovens [do país] entre 2 e 24 anos de idade sofrem de obesidade, ao passo que 26,3% apresentam sobrepeso”, afirmam os autores do texto, ligados a Universidad de León e a Universidade de Valladolid, ambas na Espanha. Segundo eles, a diminuição da atividade física e novos hábitos alimentares de crianças e jovens têm sido associados à prevalência de obesidade.

Ao todo, a pesquisa investigou 137 crianças divididas em três grupos: sedentário (2-3h de educação física por semana na escola); ativas (4-5h por semana); e esportistas (7h por semana). Em cada grupo, foram analisados os consumos alimentares registrados ao longo de 4 dias para calcular o total de calorias ingeridas. Os autores avaliaram, ainda, as medidas antropométricas e a dobra cutânea.

Os resultados apresentados mostraram que as crianças que praticavam algum esporte de competição fora da escola apresentaram bons resultados para antropometria, aptidão cardiorrespiratória e indicadores metabólicos, que provavelmente preveniram ou reduziram o risco de sobrepeso, obesidade e síndrome metabólica.

fonte:http://www.oserrano.com.br/mais.asp?tipo=Local&id=7831